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{ dos amigos }

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Tenho o privilégio de fazer parte de um grupo jovem de jograis femininos 😉.  Ontem dissemos poesia no Teatro Municipal Joaquim Benite.

Foi o culminar de mais um ano de aulas de poesia. Criámos nestas nossas aulas, ou tertúlias, como gosta de chamar o nosso professor, uma amizade e cumplicidade, únicas. Como aqui tenho outros amigos, do quais também me orgulho de pertencer, partilho convosco esta foto e um soneto do Professor Nogueira Pardal que ontem, depois da nossa apresentação nos dedicou.

AMIGOS

Um sorriso feliz e um abraço,
Um gesto, uma palavra, uma canção,
Abrir de par em par o coração
E festejar até vir o cansaço.

Mas naquele dia triste do fracasso
Que no peito só mora a solidão
Ali está generosa a sua mão
E a solidária força do seu braço.

É assim que nos bons ou maus momentos
Sentimos o calor dos sentimentos
Dos que connosco estão no riso ou pranto.

E neste meu cantar que é bem sincero
Não consigo dizer tudo o que quero
Dos verdadeiros amigos que aqui canto.

Nogueira Pardal

{ do desafio }

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Hoje vou desafiar os homens que por aqui passam, para me ajudarem com estas técnicas de auto-defesa. 
- Quem é o primeiro amigo que se voluntariza ? 😆

{ da metamorfose }

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vivo numa teia que me desfeia e me enrola como uma bola
 quero fugir mas para onde ir se tudo à volta não me solta
vivo numa teia que me enleia e me ataca sufoca, mata
será que essa teia se metamorfoseia ?
Fernanda Maria
*
“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.
(Rubem Alves.)

{ da felicidade }

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-oi,alguém viu a felicidade por aí ?
FM


És precária e veloz, Felicidade. Custas a vir e, quando vens, não te demoras. Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo, e, para te medir, se inventaram as horas.
Felicidade, és coisa estranha e dolorosa: Fizeste para sempre a vida ficar triste: Porque um dia se vê que as horas todas passam, e um tempo despovoado e profundo, persiste.
Cecília Meireles 


*

{ da poesia - Pedro Luso de Carvalho }

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se dependesse de nós  os nossos filhos só ouviriam o som do vento e os seus olhos teriam  a cor da esperança .  . COFRES E LADRÕES 

 Feche bem essa porta, meu filho,  há muitos ladrões lá fora.  Feche bem essa porta, meu filho,   se entrarem nada sobrará  do que temos.  (Ratos vêm roer nossos pés). 
 Sabe onde se escondem os ladrões   dos nossos cofres, meu filho?   Escondem-se em palácios forrados,  tapetes dourados, tecidos em ouro  e prata, embriagados pelo poder.
Mas logo tudo passará, meu filho,  essas bocas ilustres, dos ladrões   de fala fácil, enganosa fala,  não mais terão o que dizer. 
 Ouve o vento bater na janela,  meu filho, ouve o suave vento   de harpa tangida, nosso alento,   único discurso para ouvirmos. 
PEDRO LUSO DE CARVALHO
*

 este poema do amigo Pedro Luso do Blog Veredas tocou-me profundamente,
 pois estes ladrões, não roubam só o nosso dinheiro, roubam aos nossos filhos,
o futuro
.

FM


{ da beleza }

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Muitos dos filmes, relatos e livros sobre as "mil e uma noites" alimentaram a nossa imaginação e serviram para idealizar o modo de vida dos países árabes naquela época .
Exóticos e sumptuosos palácios, génio que concede três desejos e que vive preso na lâmpada, formosas princesas que esperam na torre serem libertadas do tirânico vizir, sensuais dançarinas do ventre ou idílicas viagens em tapetes voadores. Se alguém perguntasse qual seria o aspecto que deveriam ter as mulheres que faziam parte do harém do Xá da Pérsia, a grande maioria pensaria na Princesa Jasmine. Recentemente foram divulgadas algumas imagens guardadas no Palácio do Golestão em Teerão, que permitiram dar um rosto às mulheres que faziam parte do harém de Nácer Aldim Xá Cajar, o Xá que governou a Pérsia entre os anos 1848 e 1896. Ao que parece, o Xá era um grande fã da fotografia e seus modelos preferidos eram as mulheres de seu harém.
Em séculos diferentes, em sociedades diferentes, cultivamos d…

{ da amizade }

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tenho um cavalo alado dentro do meu peito
que me toca o coração com o seu galope
que me abraça com as suas crinas e me afugenta os demónios correndo veloz em busca do meu trote
porque estás meu cavalo alado  à solta dentro de mim ? quem te deu as asas com que me enches de sonhos ? 
quem te trouxe encavalitado na minha dor e te fez meu?

tenho um cavalo alado dentro do meu peito
dei-o a uma amiga que o fez seu

.

FM

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