domingo, 7 de maio de 2017

{ da mãe }

foto minha


nunca comemorei este dia (aliás não sou fã de dias especiais) pois todos os dias estive e estou presente na vida da minha mãe.
não está a ser fácil ver a minha mãe envelhecer, assistir diariamente à passagem do tempo no seu corpo e principalmente na sua mente.
o seu olhar tornou-se distante, perdeu aquela doçura maternal que me enternecia.
acho que o amor enorme que tenho por ela já é insuficiente e não há, dia da mãe, flores ou palavras bonitas que alterem este meu sentir tão profundo e triste.


* partilho convosco um pequeno "poema" que escrevi em 2011, nesta data a minha mãe tinha 82 anos.


(a minha mãe com 20 anos )

fecho os olhos, mãe, no teu calor 
 e sonho que vai ser sempre assim
 irei crescer com o teu amor 
 e vou te ter sempre ao pé de mim 

sei que o sonho não perdurará
 no dia em que dele despertar
mas o tempo não apagará 
 esta lembrança, este meu sonhar

hoje quando olho para ti 
vejo quanto a vida te mudou
 feliz, lembro o tempo que vivi
e sonho, com o tempo que passou

Fernanda Maria

sexta-feira, 5 de maio de 2017

{ da superação }

Esta é a história de superação mais inspiradora que já li!

"A emoção me faz chorar, a tristeza me faz crescer"
Virgínia Diniz Carneiro
A história de vida da psicóloga Virgínia Diniz Carneiro é daquelas que tocam o coração e nos fazem pensar nos limites que impomos a nós próprios ou que nos são impostos. Vítima de poliomielite em criança, a sua existência foi uma batalha sem fim – porém sempre vitoriosa - para conseguir superar barreiras.
Sua mãe queria que ela fosse para um convento e que se tornasse  freira, mas Virgínia era romântica e queria casar. Esse desejo foi totalmente desencorajado pelos seus seus familiares e também pelos médicos.  Todos acreditavam que, mesmo conseguindo alguém que a aceitasse,  morreria  se tentasse ter  filhos. Pois bem: Virgínia casou e teve 6 filhos.
O marido Paulo sempre acreditou em suas capacidades. Virgínia sempre trabalhou, chegou a apresentar um programa sobre reabilitação na televisão brasileira. Foi também, entre outras coisas, presidente  da ABBR de 1979 a 1981.
Ela nunca ouviu os nãos que a vida lhe disse. Hoje, aos 92 anos, ainda trabalha ministrando palestras voltadas para a valorização da vida.  É viúva, tem 9 netos e 8 bisnetos.
Apreciem :


*

BOM FIM DE SEMANA !

segunda-feira, 1 de maio de 2017

{ do trabalho }

DECLARAÇÃO UNIVERSAL
DOS DIREITOS DO HOMEM
Aprovada pela Assembleia Geral da ONU
10 de Dezembro de 1948

 
 
Artigo 23 °
1. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.

2. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.

3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.

4. Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para a defesa dos seus interesses.




Há 292 mil portugueses desempregados e sem acesso a qualquer tipo de subsídio. fonte

*

O Desemprego Tem Rosto

Adilson é só um entre milhares de desempregados em Portugal

Nome   Adilson Gonçalves

Idade   25 anos

Naturalidade/Residência   Cabo Verde / Monte da Caparica

Formação   recém formado, com mestrado em engenharia electrotécnica

Última profissão   operador de call center

Há quanto tempo desempregado   janeiro de 2011

Agregado familiar   vive sozinho em apartamento partilhado com outros colegas

O que mudou na sua vida desde que ficou desempregado   “mudou tudo,já não tenho dinheiro, poder de compra. mudei hábitos de consumo e de vida, menos saídas e viagens também”
Perspectivas de futuro  “espero encontrar trabalho na minha área, que seja viável. mas também estou disposto a trabalhar em qualquer área, do modo como o país esta… (…) participei na feira do emprego em que pedem experiência profissional mas quem sai de uma faculdade não tem experiência profissional. se não aparecer nada tenho de viajar para fora do país, talvez Brasil ou Angola”