terça-feira, 28 de abril de 2020

{ para os braços da Minha Mãe }

embora já não sinta fisicamente o conforto dos braços da minha mãe, 
espiritualmente sei que ela está comigo 
serenamente e em paz 
e isso me basta !

FM 



Cheguei ao fundo da estrada
Duas léguas de nada
Não sei que força me mantém

 É tão cinzenta a Alemanha
 E a saudade tamanha
 E o verão nunca mais vem

 Quero ir para casa
 Embarcar num golpe de asa
Pisar a terra em brasa
Que a noite já aí vem

 Quero voltar
Para os braços da minha mãe
 Quero voltar
Para os braços da minha mãe

 Trouxe um pouco de terra
Cheira a pinheiro e a serra
Voam pombas No beiral

Fiz vinte anos no chão
 Na noite de Amesterdão
Comprei amor Pelo jornal

 Quero ir para casa
Embarcar num golpe de as
 Pisar a terra em brasa
 Que a noite já aí vem

 Quero voltar
Para os braços da minha mãe
Quero voltar
 Para os braços da minha mãe

 Vim em passo de bala
Um diploma na mala
Deixei o meu amor p'ra trás

 Faz tanto frio em Paris
Sou já memória e raiz
Ninguém sai donde tem paz

 Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa
 Pisar a terra em brasa
 Que a noite já aí vem

 Quero voltar
 Para os braços da minha mãe
Quero voltar
 Para os braços da minha mãe?


Para Os Braços da Minha Mãe
 Pedro Abrunhosa



 O Altice Arena foi palco de um dos momentos mais emocionantes dos últimos tempos e a força avassaladora da sala vazia faz-nos acreditar que muito em breve a voltaremos a encher!! Fiquem com esta actuação arrepiante de Marisa Liz numa interpretação do tema "Para os braços da minha mãe" de Pedro Abrunhosa. "

domingo, 12 de abril de 2020

INVICTUS



"Invictus


Do fundo desta noite que persiste

A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer Deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.



Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - erecta.



Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.



Por ser estreita a fenda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou o mestre de meu destino;
Eu sou o capitão de minha alma.


 William Ernest Henley


foto minha



"Eu sou o mestre de meu destino;

Eu sou o capitão de minha alma."


*

segunda-feira, 6 de abril de 2020

{ do agradecimento }



Poderia começar esta minha mensagem de muitas formas, com diferentes sentimentos , 
mas neste meu dia em que as primaveras já são muitas, acho que a maneira mais íntima e sincera é AGRADECER.
Agradecer à vida por me ter permitido ultrapassar obstáculos com determinação e coragem.
Agradecer à minha família, por ser o meu alicerce, o meu navio quando as águas se agitam e o rumo parece incerto.

Agradecer às amizades que me fazem crescer e me ensinam a ser melhor e mais sábia.
Por último agradecer a Deus por me apoiar e confortar nos momentos em que vacilo.
OBRIGADA !
Fernanda Maria - 06/04/2020



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